quarta-feira, 22 de julho de 2009

Dia de amigo(a)

Foto: Edney Martins

Esta semana recebi várias mensagens fazendo referência ao dia do amigo, comemorado no dia 20 de julho. Há tempos soube dessa data, mas somente neste ano de 2009 vi um movimento grande em torno do tema, talvez pela necessidade do mercado se manter(?) aquecido, ou talvez pelo fato de ele, o mercado, não estar mais aquecido, é que esse tipo de lembrança em torno do sentido da amizade ganha força...não sei bem ao certo. Fato é que recebi várias mensagens, e vi que os que me mandaram também receberam outras, formando essa rede de amizade em torno da data.

Não respondi a todos(as), mas recebi o carinho e fiquei feliz com essa lembrança na lista de tanta gente. Não foi possível dar o abraço gostoso que gostaria de dar em cada um e nem consegui beber um bom café jogando conversa fora, lembrando de bons momentos e planejando viagens para a construção de outros ainda mais bacanas; nada disso foi possível, por isso vim aqui, de maneira simples, deixar um super abraço e um beijo carinhoso por quem passar aqui no blog, porque, amigo que é amigo dá sempre uma olhada no que o amigo está escrevendo. rsrsrsrsrs

As flores da foto colhi com uma máquina em um evento no interior de Pernambuco. Formavam o vaso colocado em meio a uma dinâmica do Instituto Fonte. Achei lindo e especial o cuidado de brindar os presentes com algo tão belo, por isso trago para compartilhar com vocês.

domingo, 19 de julho de 2009

Meninos

Foto: Edney Martins

Minha vinda para o Rio tem a ver com meninos, os meus meninos.

Essa semana passou rápida, voando como as nuvens que passearam no céu e brincaram de pique esconde com o sol. Hoje, domingo, caminhei pelo calçadão na companhia de Jorge e Suely, os tios de plantão, Marina, a prima com cara de infância, Cláudia, a companheira, João e Antônio, elementos vida dentro dos frascos mais belos, e Rafael, o mais velho dentro do meu coração de pai e de homem, e que a ausência física ganha nome de saudade.

Graças à insistência de Jorge e Suely, fomos ao parque da Chacrinha, perto da antiga casa deles, um recanto no meio de Copacabana onde os saguis passeiam pelas árvores e nos brindam com o espetáculo que é ver um animal livre, leve e solto na natureza. Naquele momento não eram eles somente que estavam soltos, nós também estávamos, e brincamos achando olhos de boi no meio do mato e um abraço gostoso de Antônio aqueceu a tarde com vento frio - e até agora eu ainda o sinto.

No meio dos sempre altos e baixos que o eletrocardiograma da vida nos recebe, e que sempre nos faz pensar se seguimos os caminhos certos - como aquelas trilhas que nunca sabemos bem aonde nos levarão, até que as façamos - a tarde me deu reflexão e tranquilidade de lembrar o que me trouxe para cá. Aqui pretendo encontrar e ter meus meninos todos juntos, a possibilidade como presente, um novo e diferente olhar como embrulho colorido e fechado com a fita do sonho, pronto para ser aberto, pronto para ser brindado, pronto para ser vivido, pronto para nascer.

No encontro dos meus meninos, me descrubo e (re)encontro os que vivem dentro de mim, formadores desse ser a que chamam de pai e que pode defrutar da alegria de se saber presente na vida desses novos homens que nascem. Vendo o vídeo simples feito na praia, com imagem esmaecida pelo tempo, me vi neles e em mim, e o tempo, por um breve segundo, não teve passado, presente nem futuro, somente o infinito sentido do amor que o laço da vida nos dá.

Rio, inverno de julho de 2009